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Referências e documentos

Navio russo é arrestado na Noruega para assegurar execução de sentença arbitral bilionária

Relação dos documentos, decisões, notícias e demais materiais consultados na elaboração desta publicação.

Referências consultadas

  1. Governador de Svalbard — Russian ship seized in Svalbard, 2/9/2026Origem: sysselmesteren.no
  2. Naftogaz — Norway seizes Russian vessel following application to enforce US$ 4.22 billion award, 2/9/2026Origem: naftogaz.com
  3. Corte Permanente de Arbitragem — NJSC Naftogaz of Ukraine e outros v. Federação Russa, Caso PCA nº 2017-16Origem: pca-cpa.org
  4. Associated Press — Norway seizes a Russian vessel in remote Arctic, 3/9/2026Origem: apnews.com
  5. Naftogaz — reconhecimento no Reino Unido e composição do valor da sentença, 19/12/2023Origem: naftogaz.com

Elementos incorporados à apuração

  • Autoridades norueguesas arrestaram o navio russo Professor Molchanov, atracado em Barentsburg, no arquipélago ártico de Svalbard, para assegurar a execução de uma sentença arbitral obtida pela empresa pública ucraniana Naftogaz contra a Federação Russa. A embarcação foi imobilizada na quarta-feira (2), em cumprimento a uma ordem expedida dois dias antes pelo Tribunal Distrital de Nord-Troms e Senja.
  • A medida foi executada pelo governador de Svalbard, que também exerce funções de autoridade responsável pelo cumprimento de decisões na região. O navio deverá permanecer no local indicado em Barentsburg até nova determinação do governador ou do tribunal. Passageiros e tripulantes ficaram sob acompanhamento das autoridades locais em coordenação com a operadora russa Trust Arcticugol.
  • O arresto não transfere a propriedade do navio à Naftogaz, não representa sua venda e tampouco significa que a condenação tenha sido paga. Trata-se de uma medida destinada a conservar um bem enquanto prossegue a tentativa de satisfação do crédito. Os passos seguintes dependerão das regras norueguesas de execução e das impugnações que forem apresentadas.
  • A controvérsia tem origem no Caso PCA nº 2017-16, administrado pela Corte Permanente de Arbitragem sob as Regras de Arbitragem da UNCITRAL. A Naftogaz e empresas de seu grupo iniciaram o procedimento em 2016 com fundamento no tratado bilateral de investimentos entre Ucrânia e Rússia. Alegaram que ativos de petróleo e gás localizados na Crimeia haviam sido expropriados depois da anexação da península pela Rússia, em 2014.
  • Em fevereiro de 2019, o tribunal arbitral reconheceu sua jurisdição e a responsabilidade da Federação Russa. A etapa seguinte examinou o valor da indenização. A sentença final, proferida em 12 de abril de 2023, fixou compensação superior a US$ 4,22 bilhões, além de juros e despesas.