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Justiça Restaurativa

Processos estruturados promovem responsabilização, reparação de danos, participação e reconstrução de vínculos sociais.

Em essência

O que é

A Justiça Restaurativa desloca a atenção exclusiva da punição para os danos, as necessidades, as responsabilidades e as possibilidades de reparação. Utiliza práticas conduzidas por facilitadores capacitados e exige condições de segurança e participação voluntária.

Como funciona

  1. 1

    Avaliação de adequação, segurança e voluntariedade.

  2. 2

    Preparação individual dos participantes.

  3. 3

    Encontro ou prática restaurativa estruturada.

  4. 4

    Construção de compromissos possíveis.

  5. 5

    Acompanhamento do cumprimento e dos efeitos.

Quando pode fazer sentido

  • Há dano que precisa ser reconhecido e reparado.
  • Pessoas ou comunidades afetadas precisam participar da resposta.
  • Existe espaço seguro para responsabilização e diálogo.
  • Contextos escolares, comunitários, familiares, institucionais ou do sistema de justiça.

Pontos de atenção

  • Não pressupor reconciliação ou perdão.
  • Evitar revitimização, exposição ou participação coagida.
  • Avaliar riscos, vulnerabilidades e necessidade de apoio especializado.
  • Respeitar limites legais e a articulação com procedimentos formais.

Diferenças importantes

  • Não é sinônimo de mediação: trabalha de modo específico dano, responsabilização e reparação.
  • Não substitui automaticamente o processo judicial ou disciplinar.
  • Não exige reconciliação entre os participantes.

Exemplos de aplicação

Conflitos escolares e comunitários.

Práticas em contextos criminais ou socioeducativos, quando cabíveis.

Danos institucionais e reconstrução de convivência.

Referências essenciais

CNJ — Política Nacional de Justiça Restaurativa