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Referências e documentos

A conta do futebol: dez clubes concentram dois terços da dívida de R$ 19,99 bilhões

Relação dos documentos, decisões, notícias e demais materiais consultados na elaboração desta publicação.

Referências consultadas

  1. Anresf — Comunicado 019, de 19/10/2026: julgamentos de solvência da Série AOrigem: anresf.org.br
  2. Anresf — Corinthians, PSO 047/2026, Extrato 057/2026, sessão de 02/10Origem: anresf.org.br
  3. Anresf — Coritiba, PSO 053/2026, Extrato 063/2026, sessão de 02/10Origem: anresf.org.br
  4. Anresf — Internacional, PSO 044/2026, Extrato 077/2026, sessão de 14/10Origem: anresf.org.br
  5. Anresf — Painel de Solvência e metodologiaOrigem: anresf.org.br
  6. Atlético Mineiro — Relatório Integrado 2025, balanço consolidado, p. 122, e nota 22Origem: anresf.org.br
  7. Palmeiras — Demonstrações Financeiras 2025, dívida exigível e antecipaçõesOrigem: anresf.org.br
  8. Anresf — Solvência e monitoramento de dívidas: calendário, obrigações e fiscalizaçãoOrigem: anresf.org.br
  9. Anresf — Extrato de Decisão 079/2026, PSO 045/2026, Atlético Mineiro SAFOrigem: anresf.org.br
  10. ge — levantamento dos valores e dos clubes sem atrasos, versão atualizada de 21/10/2026Origem: ge.globo.com

Elementos incorporados à apuração

  • Dez clubes concentram aproximadamente dois terços da dívida de R$ 19,99 bilhões reunida no novo Painel de Solvência da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf). A concentração é apenas uma parte do retrato: 25 das 40 equipes das Séries A e B declararam atraso em alguma das categorias monitoradas até junho de 2026. Ao abrir os dados, a agência permite enxergar tanto o peso dos compromissos acumulados quanto a capacidade de cumprir seus vencimentos.
  • O Atlético-MG aparece no topo, com cerca de R$ 2,214 bilhões pelo critério que exclui antecipações de receitas. Corinthians e Botafogo completam as três primeiras posições. Na outra ponta, o CRB tem R$ 900 mil. Entre esses extremos há modelos de financiamento, escalas de operação e relações com credores diferentes. Para compreender a situação de cada clube, os números precisam ser lidos junto com os prazos e as decisões da fiscalização.
  • Os dez maiores valores somam cerca de R$ 13,5 bilhões, equivalentes a 67,5% do total divulgado. A dívida da Série A, de R$ 17,34 bilhões, representa 86,7% do conjunto; os R$ 2,65 bilhões restantes estão na Série B. Os percentuais foram calculados pelo ArquipelJus sobre os valores apresentados.
  • A distribuição também é desigual dentro do grupo. A mediana dos 40 valores é R$ 250,5 milhões: metade dos clubes está abaixo desse ponto e metade, acima. O Atlético-MG reúne um estoque equivalente a aproximadamente 8,8 vezes essa mediana. A comparação descreve escala de endividamento; a capacidade de sustentá-lo exige examinar receitas, caixa, vencimentos e condições dos contratos.
  • O gráfico permite consultar os 40 valores e comparar dois clubes. A base numérica foi divulgada pelo ge a partir do painel da Anresf; o valor do Atlético-MG foi recalculado do balanço consolidado para aplicar o critério oficial de exclusão das antecipações. Os totais publicados são mantidos. Como os valores de cada equipe são arredondados, sua soma pode apresentar pequena diferença em relação ao agregado.