O Brasil teve 30 proibições de registrar jogadores, conhecidas como transfer bans, envolvendo 16 clubes no período de julho de 2025 a junho de 2026. Os números constam do Relatório Disciplinar e de Ética da FIFA divulgado nesta terça-feira, 27 de outubro. As medidas integram o mecanismo utilizado para obter o cumprimento de decisões financeiras definitivas do Tribunal do Futebol da entidade.

O levantamento inclui, pela primeira vez, uma seção específica sobre essas restrições. No conjunto mundial, foram implementadas 1.364 proibições que alcançaram 593 clubes diferentes. Um mesmo clube pode sofrer mais de uma restrição no período; por isso, o número de medidas e o de entidades atingidas não são equivalentes.

O relatório explica que o bloqueio pode ser aplicado quando o clube devedor deixa de cumprir uma decisão financeira definitiva no prazo regulamentar de 45 dias. A restrição impede o registro de novos jogadores tanto em âmbito nacional quanto internacional. A base indicada é o Regulamento sobre o Status e a Transferência de Jogadores, com regras referentes a créditos de jogadores e de treinadores.

A medida funciona como instrumento de execução da obrigação reconhecida, distinto das proibições de registro impostas como punições disciplinares por infrações aos regulamentos. A FIFA ressalta que as duas categorias não devem ser somadas ou confundidas. O impedimento de registrar pode ser levantado com o cumprimento da obrigação ou conforme as demais hipóteses regulamentares, incluindo a conclusão de três períodos completos e consecutivos de registro.

No retrato global apresentado na publicação, 1.071 das 1.364 medidas já haviam sido retiradas, enquanto 293 permaneciam ativas. Entre os 593 clubes alcançados durante o ciclo, 119 ainda tinham ao menos uma proibição vigente naquele momento. Esses dados atuais são mundiais: a tabela brasileira de 30 medidas e 16 clubes informa o movimento do período, sem dizer quantos clubes do país continuavam impedidos de registrar jogadores na data da divulgação.

Para o Brasil, o relatório registra duração média de 56,7 dias por proibição. A tabela apresenta dados agregados e não identifica nessa seção os 16 clubes nem o valor das obrigações. O balanço permite dimensionar o uso das restrições para executar decisões financeiras, mas não substitui a consulta à situação individual e atual de cada entidade.

Referências consultadas

  1. FIFA — anúncio do Relatório Disciplinar e de Ética 2025/2026, 27/10/2026
  2. FIFA — relatório integral 2025/2026, seção de proibições de registro, páginas19–21
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