A Associação Japonesa de Futebol (JFA) anunciou em 28 de outubro que Takeshi Okada deixou a vice-presidência da entidade com efeito desde o dia 24. Em comentário divulgado pela própria associação, o dirigente relacionou a decisão à distância que identificava entre suas convicções sobre a integridade do esporte e a sequência de respostas envolvendo a Copa do Mundo de 2026.
Okada afirmou valorizar a dimensão social do esporte e explicou que não conseguia aceitar pessoalmente aquele distanciamento. Ao mesmo tempo, reconheceu que as relações com a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e os efeitos sobre o futebol japonês ofereciam razões práticas para o alinhamento institucional com a entidade continental.
A saída ocorreu durante o mandato e foi comunicada como renúncia. O quadro de dirigentes publicado pela JFA, com referência a 24 de outubro, já apresenta Tsuneyasu Miyamoto na presidência e Yoshikazu Nonomura e Kazumasa Nishihara nas vice-presidências, sem Okada entre os ocupantes desses cargos.
O anúncio veio depois do Congresso Extraordinário da AFC em Tóquio, em 23 de outubro. Na comunicação sobre o encontro, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) registrou o apoio do presidente da entidade asiática, Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, à continuidade de Gianni Infantino na presidência da organização mundial. Infantino agradeceu e defendeu a cooperação com as associações asiáticas.
Esse contexto situa a referência de Okada ao alinhamento com a AFC. O comunicado japonês, porém, não enumera os episódios da Copa que motivaram sua discordância nem anuncia mudança na posição institucional da JFA. O ato formal confirmado é o afastamento individual, acompanhado da explicação pública do próprio dirigente.
Referências consultadas
- JFA — anúncio de renúncia e comentário de Takeshi Okada, 28/10
- JFA — composição da direção com referência a 24/10/2026
- FIFA — posicionamento institucional no Congresso da AFC, 23/10

