O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (8) que acionou a Polícia Federal depois de identificar uma escalada de ataques e ameaças dirigidos a servidoras, servidores, colaboradores e familiares. A nota oficial, publicada às 19h45 e atualizada às 19h57, também registra que o Ministério Público apresentou representação para pedir a remoção dos conteúdos e a responsabilização de seus autores.

O que foi monitorado

Segundo o TSE, o Núcleo de Inteligência para Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e o Núcleo de Inteligência em Gênero e Diversidade (NIGED) acompanhavam desde terça-feira o crescimento das publicações. A Corte contabilizou cerca de 30 mil manifestações em redes sociais até o início da tarde, entre mensagens com informações falsas, exposição de dados pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares.

O número divulgado descreve manifestações monitoradas, não pessoas investigadas, delitos comprovados ou autores individualizados. A nota não informa o número da representação do Ministério Público, a identidade dos alvos nem decisões judiciais já proferidas. A apuração policial e o exame judicial ainda deverão separar crítica legítima, conteúdo ilícito e eventual responsabilidade individual.

PF, Ministério Público e plataformas

O presidente do TSE comunicou os fatos à Polícia Federal para investigação. As plataformas X e Meta foram notificadas, segundo o tribunal. A nota não esclarece quais publicações foram indicadas, os pedidos concretos encaminhados a cada empresa nem se houve remoção voluntária. Também não atribui a pessoas ou grupos determinados a autoria das mensagens.

A Corte informou ter reforçado as medidas de segurança e proteção física das pessoas atingidas e de suas famílias, além de oferecer apoio psicológico. O comunicado afirma que ameaças e ataques podem configurar crimes previstos na legislação penal e eleitoral, mas essa qualificação dependerá da análise dos fatos, das provas e do contraditório nos procedimentos competentes.

Proteção institucional e limites da apuração

O episódio atinge uma dimensão estrutural da Justiça Pública: a possibilidade de servidoras e servidores desempenharem funções eleitorais sem intimidação. A integridade do processo não depende apenas de urnas e sistemas, mas também da proteção das equipes que executam atos administrativos, técnicos e judiciais sob prazos curtos e alta exposição.

Os próximos marcos verificáveis são a identificação dos procedimentos instaurados, eventuais decisões sobre remoção, a resposta das plataformas e os resultados da investigação. Até que esses atos sejam públicos, não é possível concluir quem produziu as mensagens nem se todas as 30 mil manifestações têm o mesmo conteúdo ou gravidade.

Referências consultadas

  1. TSE — nota oficial sobre ataques e providências, 8/10/2026
  2. TSE — listagem oficial de notícias de outubro de 2026
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