Os cerca de 1.300 autores de ações por abusos sexuais envolvendo a Arquidiocese de Nova York aderiram ao plano de acordo de US$ 800 milhões, segundo seus advogados. O valor equivale a aproximadamente R$ 4,03 bilhões, pela PTAX de venda de 23 de outubro. A adesão foi anunciada no sábado, 24, e detalhada neste domingo.

O arcebispo Ronald Hicks confirmou o entendimento com todos os autores e seus advogados em mensagem ao clero publicada pelo veículo oficial da arquidiocese. Ressaltou que o negócio ainda depende de assinatura, prevista para a semana de 6 de novembro. O anúncio documenta essa etapa de aprovação, anterior à formalização final.

A proposta financeira já era conhecida desde maio. A novidade é a concordância dos participantes para avançar com a solução. Segundo o comunicado dos advogados, as negociações foram conduzidas por quase um ano com o mediador Daniel Buckley, juiz aposentado ligado à Signature Resolution, e um comitê de escritórios representantes dos autores.

O plano prevê que um avaliador neutro examine cada pedido e os materiais apresentados para definir a reparação conforme a natureza do abuso alegado e seus efeitos. Há uma alternativa de pagamento rápido de US$ 250 mil, cerca de R$ 1,26 milhão na mesma cotação, para quem optar por sair dessa avaliação. Os valores não serão necessariamente iguais para todos.

Os advogados também informam compromissos de divulgação das identidades de ofensores com acusações consideradas críveis e de arquivos relacionados aos casos, estes em uma base pública ao término dos litígios. As medidas integram os termos anunciados; o comunicado não comprova sua execução.

As demandas foram apresentadas no contexto da Child Victims Act, lei de Nova York que ampliou a possibilidade de buscar reparação civil por abuso sexual ocorrido na infância. O acordo pretende resolver os pedidos contra a arquidiocese, suas paróquias e entidades vinculadas. A mediação permitiu negociar reparações e obrigações documentais em conjunto, preservando uma avaliação individual dos danos.

A etapa seguinte é a assinatura prevista pelas partes e a implementação do mecanismo de avaliação e pagamento. O consenso anunciado não corresponde a um julgamento criminal de todos os fatos narrados. A arquidiocese afirma que o entendimento permitirá concentrar esforços na assistência às vítimas e na continuidade de suas atividades.

Referências consultadas

  1. Jeff Anderson & Associates — comunicado sobre adesão e termos, 25/10/2026
  2. The Good Newsroom, veículo oficial da Arquidiocese de Nova York — mensagem de Ronald Hicks, 24/10/2026
  3. Banco Central do Brasil — PTAX de venda de 23/10/2026
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