O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) lançou em 4 de novembro o Guarda no Celular, aplicativo gratuito para organizar a comunicação entre responsáveis por crianças e adolescentes. A ferramenta reúne agenda, informações dos filhos, mensagens e despesas, com adesão voluntária de pessoas que tenham ou já tenham tido processo de guarda ou convivência no tribunal.

Rotina em um ambiente compartilhado

A proposta é reunir compromissos escolares, consultas, períodos de convivência, feriados e despesas em um local comum. É possível acrescentar comprovantes e documentos relacionados aos cuidados. Os participantes vinculados à mesma criança têm permissões iguais, inclusive quem entra por convite.

O canal de mensagens é reservado a assuntos dos filhos. Segundo o tribunal, as conversas não podem ser editadas ou excluídas, preservando o histórico. Essa organização busca reduzir desencontros cotidianos entre adultos que continuam compartilhando responsabilidades parentais.

Como acessar

O acesso é gratuito por dispositivos Android e iOS, nas lojas Google Play e App Store. A entrada utiliza a conta gov.br, e o cadastro solicita o número do processo. A adesão dispensa autorização judicial específica.

Informações sobre mediação familiar, Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) e Oficinas de Parentalidade também estão disponíveis. Profissionais do sistema de Justiça podem recomendar o uso, preservada a escolha das famílias.

Sigilo e decisões de guarda

O TJPR informa que magistrados e servidores não acessam o conteúdo usado pelas famílias. O aplicativo foi concebido como apoio à comunicação, e não como fiscalização judicial. Decisões sobre guarda, convivência e acordos homologados continuam produzindo seus próprios efeitos.

A distinção é prática: registrar uma data no calendário ajuda a organizar a rotina, mas não altera, por si só, um regime de convivência fixado judicialmente. A ferramenta oferece um canal de cooperação; conflitos que exijam revisão de direitos continuam a depender dos caminhos próprios de solução.

Referências consultadas

  1. TJPR — lançamento, requisitos de acesso, funcionalidades e sigilo, 4/11/2026
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